Tchitundu-Hulu: Dossier para Património Mundial da UNESCO

Yuri Kiluanji 31/01/2026
Tchitundu-Hulu: Dossier para Património Mundial da UNESCO

Tchitundu-Hulu: Um Tesouro Rupestre Angolano Rumo ao Patrimônio Mundial da UNESCO

Em um marco histórico para a cultura e o patrimônio angolano, a Embaixadora Maria Cândida Pereira Teixeira, Delegada Permanente de Angola junto da UNESCO, entregou formalmente em Paris, no dia 30 de janeiro de 2026, o dossiê de candidatura da Estação de Arte Rupestre de Tchitundu-Hulu para inclusão na prestigiada Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Um Sítio de Valor Inestimável no Coração de Angola

Localizada estrategicamente no município do Virei, a aproximadamente 137 quilômetros a leste da cidade de Moçâmedes, Tchitundu-Hulu representa um vestígio inestimável de um passado remoto. O dossiê, fruto do cuidadoso trabalho de peritos nacionais sob a liderança do Ministério da Cultura, foi submetido à avaliação de Lazare Assomo, Diretor do Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Esperança de Reconhecimento Global

A potencial aprovação de Tchitundu-Hulu significaria um momento de glória para Angola, marcando a inscrição do seu segundo bem cultural na Lista do Patrimônio Mundial. Atualmente, a cidade histórica de Mbanza Congo, outrora capital do Reino do Congo, é o único representante angolano nesta distinta lista. A inclusão de Tchitundu-Hulu solidificaria ainda mais a riqueza cultural do país no cenário internacional.

Um Berço da Arte Rupestre Africana

Com uma antiguidade estimada em mais de quatro mil anos, a estação arqueológica de Tchitundu-Hulu é amplamente reconhecida como o ponto de partida da arte rupestre em África. As evidências arqueológicas apontam para a província do Namibe como o local onde se registrou o desenvolvimento inicial desta forma de expressão artística ancestral. A descoberta e preservação de Tchitundu-Hulu são, portanto, essenciais para a compreensão da história pré-histórica do continente africano.

A expectativa agora se volta para o processo de avaliação da UNESCO, na esperança de que este tesouro rupestre angolano seja devidamente reconhecido e protegido para as futuras gerações.

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