Adão de Almeida Defende Paz Global e Integração Regional em Maputo
O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, proferiu um discurso contundente em Maputo, na sessão solene da Assembleia da República de Moçambique, enfatizando a imperativa necessidade de preservar a paz e a estabilidade globais. Num apelo à reflexão, Almeida realçou a importância fundamental da construção de sociedades reconciliadas, um valor profundamente enraizado nas trajetórias históricas tanto de Angola quanto de Moçambique.
Lições Históricas e Cooperação Bilateral
Com base nas experiências partilhadas, o líder parlamentar moçambicano sublinhou que, enquanto a eclosão de conflitos bélicos pode ser um processo mais expedito, a edificação da paz é uma tarefa árdua e exige um compromisso contínuo. Adão de Almeida aproveitou a ocasião para destacar a ampla e robusta cooperação entre Angola e Moçambique, recentemente fortalecida pela assinatura do Programa de Cooperação 2026-2028. Este programa delineia ações prioritárias em diversos setores cruciais para o desenvolvimento de ambos os países.
Visão para a Integração Regional e Comunitária
No âmbito regional, Adão de Almeida apresentou uma visão ambiciosa para o aprofundamento da integração. Defendeu a transformação do Fórum Parlamentar da SADC em um Parlamento Regional, uma medida que visa consolidar a união e a colaboração entre os estados-membros. Olhando para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Presidente apontou a mobilidade de pessoas e o aprimoramento das trocas comerciais como desafios centrais que necessitam de atenção e soluções efetivas.
Pilares do Desenvolvimento Sustentável e Diálogo Global
O líder do Parlamento angolano reiterou a importância de se implementar políticas públicas voltadas para os jovens, mulheres e grupos vulneráveis, identificando-os como pilares essenciais para o alcance do desenvolvimento sustentável. Numa perspetiva global, Adão de Almeida apelou veementemente ao reforço do diálogo internacional, argumentando que o mundo contemporâneo requer mais cooperação do que competição. Sublinhou, ainda, a necessidade premente de a África assumir um papel ativo e proativo nas decisões globais, influenciando o curso dos acontecimentos mundiais em pé de igualdade com outras potências.