Despedida de Nanutu: Uma Lenda do Saxofone Angolano Vive na Memória
Angola e Portugal unem-se em luto pela partida de António Manuel Fernandes, o inesquecível saxofonista Nanutu. A sua última melodia ecoou nesta sexta-feira, 15 de Maio, em Lisboa, vítima de doença. Nascido a 3 de Setembro de 1961, Nanutu deixa um legado imenso, reverenciado por décadas de dedicação à música instrumental angolana e à divulgação da cultura nacional em palcos internacionais.
Agenda das Exéquias Fúnebres
O adeus final ao mestre do saxofone está marcado para a tarde de quarta-feira, 20 de Maio, no Crematório de Vale Flores, no Feijó, em Lisboa. O velório, um momento de homenagem e recordação, ocorrerá no dia anterior, 19 de Maio, a partir das 17h00, na Capela da Igreja São José do Operário, também no Feijó, Lisboa.
Um Legado Musical Incomparável
Nanutu não foi apenas um músico; foi um embaixador da alma angolana através do seu saxofone. A sua carreira foi uma ode à riqueza da música instrumental do seu país, elevando-a a patamares de reconhecimento global. Entre os seus trabalhos mais emblemáticos, destacam-se os álbuns que marcaram gerações: “Gato Vijú”, “Ximbika”, “Bisa”, “Luandei”, “Kizofado” e “Marés”.
O Eco da Sua Voz na Rádio
Uma oportunidade única para revisitar a visão e paixão de Nanutu surge nesta segunda-feira, 18 de Maio. Na Rádio Cultura Angola, o programa “Manhã de Prosas”, a partir das 10h30, com a apresentação de Rosa Lemos, emitirá a última entrevista do saxofonista. Nanutu partilhou reflexões sobre os seus 50 anos de carreira, a importância da valorização do mercado e dos instrumentos musicais, e os seus sonhos para o futuro. Um testemunho valioso que chega até nós neste momento de despedida.
A música de Nanutu transcende o tempo e o espaço, permanecendo viva no coração de todos os que foram tocados pela sua arte. Que o seu som continue a inspirar e a celebrar a rica cultura angolana.