Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas: 30 de janeiro

Yuri Kiluanji 30/01/2026
Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas: 30 de janeiro

Do Esquecimento à Ação: Um Novo Olhar sobre as Doenças Tropicais Negligenciadas na África

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo ainda enfrentam o risco de contrair Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Na África, essas doenças continuam a afetar as comunidades mais pobres e marginalizadas, perpetuando um ciclo vicioso de pobreza e sofrimento. Em resposta a essa realidade alarmante, o Réseau des Médias Africains pour la Promotion de la Santé et de l’Environnement (REMAPSEN), sob a liderança de Bamba Youssouf, organizou o 4º Fórum sobre Doenças Tropicais Negligenciadas. O evento, realizado em Cotonou, Benim, nos dias 29 e 30 de janeiro, teve como tema central: "Do Esquecimento à Evidência: Avançando a Agenda Africana para a Eliminação das DTNs".

Um Chamado à Ação e ao Reconhecimento

O fórum reuniu mais de uma dezena de jornalistas africanos e contou com a presença de Michel Sidibé, Enviado Especial da União Africana (UA) e ex-Ministro da Saúde do Mali. A discussão focou na necessidade urgente de trazer as DTNs para o centro das atenções, promovendo um engajamento renovado e eficaz para a sua eliminação.

Progresso em Benim: Um Exemplo a Ser Seguido

Durante o primeiro dia dos trabalhos, Sybille ASSAVEDO, Diretora Adjunta de Gabinete do Ministro da Saúde de Benim, compartilhou os avanços significativos que o país tem alcançado na luta contra as DTNs. Essa apresentação destacou a importância de políticas públicas robustas e da colaboração entre diferentes setores para combater essas enfermidades que afetam desproporcionalmente os mais vulneráveis.

30 de Janeiro: Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas

A coincidência do fórum com a celebração, em 30 de janeiro, da Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas reforça a importância de conscientizar a população e os governos sobre a magnitude do problema. É um dia para refletir sobre os desafios, mas também para celebrar os progressos e reafirmar o compromisso com um futuro onde as DTNs sejam uma memória distante.

A cobertura jornalística, como a realizada por Juliana Nunes, desempenha um papel crucial em dar voz a essas doenças negligenciadas e em pressionar por ações concretas. O evento em Cotonou serve como um marco importante na jornada para tirar as DTNs do esquecimento e colocá-las definitivamente na agenda da saúde global e africana.

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