Chevron Dispara na Bolsa: Trump Anuncia Controle na Venezuela

Yuri Kiluanji 05/01/2026

Impacto no Mercado de Petróleo: Ações de Gigantes Americanas Reagem a Declarações sobre a Venezuela

As **ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos** registraram um avanço significativo no pré-mercado nesta segunda-feira, impulsionadas por declarações do presidente Donald Trump sobre planos de intervenção na Venezuela, que incluíam a captura de Nicolás Maduro. Essa movimentação gerou um burburinho no mercado, com investidores atentos às possíveis repercussões econômicas e geopolíticas.

Chevron Lidera a Alta em Meio ao Cenário Venezuelano

A **Chevron**, única grande petroleira americana com operações autorizadas na Venezuela, foi a grande protagonista do dia, chegando a ter seus papéis valorizados em até **10%**. A empresa se encontra em uma posição privilegiada para se beneficiar de um eventual controle americano sobre as vastas reservas de petróleo venezuelanas, dada sua permanência no país mesmo após a nacionalização de ativos no início dos anos 2000.

Outras gigantes do setor, como a **ConocoPhillips** e a **Exxon Mobil**, também viram suas ações registrarem alta, refletindo o otimismo cauteloso do mercado em relação a novas oportunidades.

Reclamações e Potenciais Ganhos: O Legado da Nacionalização

A nacionalização de ativos de petróleo na Venezuela, ocorrida no início dos anos 2000, deixou um rastro de reivindicações financeiras para diversas empresas americanas. A **ConocoPhillips** detém um crédito superior a **US$ 8 bilhões** com o país, enquanto a **Exxon** ainda tem cerca de **US$ 1 bilhão** a receber, segundo decisões de árbitros internacionais. Um cenário de maior controle americano poderia, em tese, facilitar a recuperação desses valores e abrir portas para novos investimentos.

Cautela e Incertezas no Horizonte

Apesar do otimismo inicial, persiste uma dose considerável de incerteza sobre a disposição das petroleiras globais em investir quantias significativas de capital em um país com um governo temporário e sem um arcabouço legal e fiscal devidamente estabelecido. A **ConocoPhillips**, por exemplo, considerou prematuro especular sobre futuras atividades comerciais, embora tenha se beneficiado de licenças americanas que a posicionam melhor para recuperar perdas.

A **Exxon Mobil**, por sua vez, avalia qualquer oportunidade potencial com cautela, lembrando da expropriação de seus ativos no passado. O próprio presidente-executivo da empresa, Darren Woods, indicou essa postura em novembro.

A Realidade da Produção e o Caminho para a Recuperação

É importante notar que a Venezuela, apesar de possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, responde atualmente por menos de 1% da oferta global. Analistas e operadores de mercado alertam que a recuperação da infraestrutura e o retorno do fluxo livre de petróleo podem levar anos. A **Chevron**, com sua licença especial dos EUA para perfurar e exportar, segue operando no país, demonstrando a complexidade e a dinâmica peculiar do cenário atual.

Em resumo, as declarações sobre a Venezuela reativaram o interesse no setor petrolífero americano, com destaque para a Chevron. No entanto, os desafios de longo prazo e as incertezas políticas e econômicas do país sul-americano continuam sendo fatores cruciais a serem observados de perto pelo mercado.

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